CAPÍTULO 1
Programação visual com Software Livre
EDIT LIN EDITORIAL S.L,  dos autores  Daniel Campos Fernández e José Luis Redrejo.  Prólogo de Benoit Minisini


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A linguagem BASIC: e sua história


O nome BASIC corresponde as siglas Beginner's All Purpose Symbolic Instruction Cod (Código de instruções de uso universal para principiantes). A linguagem foi desenvolvida em 1964 no Dartmouth College pelos matemáticos John George Kemeny e Tom Kurtzas. Tentavam construir uma linguagem de programação fácil de aprender para seus estudantes de licenciatura. Devia ser um passo intermediário antes de aprender outras mais poderosas naquela época , como FORTRAN ou ALGOL. este ultimo era a linguagem mais utilizada nas aplicações de processamento de dados, enquanto o FORTRAN era utilizado para as aplicações científicas Ambos eram difíceis de aprender, tinham grande quantidades de regras nas estruturas de seus programas e suas sintaxe. O primeiro programa feito em BASIC foi executado as quatro da madrugada de 1 de maio de 1964. Devido a sua simplicidade, BASIC se tornou imediatamente muito popular e acabou sendo usado tanto em aplicações científicas quanto comerciais. Teve o mesmo impacto nas linguagens de programação que a aparição do PC sobre os grandes computadores.  

Quando se desenvolveu o BASIC  era no tempo que a informática estava preza a universidades e grandes empresas, com computadores do tamanho de uma casa. Porem de repente as coisas começaram a mudar. Em 1971 a Intel fabricava o primeiro microprocessador . Em 1975, a empresa MITS lançou no mercado um kit de computadores chamado Altair 8800 a um preço de 397 dólares. Era um computador barato, porem não era para pessoas inexperiente, tinha que saber eletrônica para poder monta-lo. Além disso tinha só 256 bytes (não é um erro, só bytes, nada de kbytes, megas ou gigas) e se programava em código de maquinas a base de 0 e 1, movendo uns interruptores frontal. Dois jovem viram um modelo em uma revista de eletrônica e decidiram monta-lo. E ofereceram ao dono da MITS, além disso fizeram um interpretador BASIC para os novos modelos de Altair. Eram William Gates e Paul Allen, e aquele BASIC, com um tamanho de 4 Kbytes foi o primeiro produto que  uma nova empresa chamada Microsoft. entregou.

PC
Figura 1. lançamento do Altair 8800
Foi só o inicio. No final dos anos 70, Allen e Gates haviam portado BASIC para um bom numero de plataformas: Atari, Apple,   

Commodore... e em 1981, quando desenvolveram o dos para a IBM e seu novo PC, adicionaram também seu próprio interpretador BASIC ao sistema, nos anos posteriores seguiram outras versões feitas por outras companhias como Borland, porem o declínio do BASIC devido a

utilização das interface gráficas e janelas que a Apple popularizou e a Microsoft adaptou com sucessivas versões do Windows(TM), os convenceram que o padrão BASIC não era uma linguagem apropriada para este ambiente.   

No entanto, em março de 1988 um desenvolvedor de software chamado Alan Cooper¹ tentava vender uma aplicação que permitia personalizar facilmente o ambiente de janelas usando o mouse. Este programa se chamava Tripod e conseguiu que William Gates o contratasse para desenvolver uma nova versão que se chamara Ruby, foi acrescentado uma pequena linguagem de programação. Microsoft utilizou essa linguagem para sua própria versão do BASIC, Quickbasic e em 20 de março de 1991 lançou no mercado com o nome de Visual Basic à principio foi um verdadeiro fracasso de vendas, porem a versão 3 publicada no outono de 1996 foi um êxito total, tanto que atualmente é a linguagem de programação mais usada. Visual Basic seguiu e evoluiu, já está na versão 6.0, em 2002 foi integrado na plataforma .NET de desenvolvimento, o que para muitos dos seguidores a um suposto abandono da Microsoft, e que foi trocado boa parte das sintaxes adicionando complexidade e contradição com o espírito e com o nome da linguagem. Em todo caso nos dias de hoje calcula-se que entre 70% e 80% de todas as aplicações desenvolvida no Windows foram feitas com algumas das versões do Visual Basic.

As causas do êxito do Visual Basic são numerosas, porem entre outras citar-se como óbvia o uso da linguagem BASIC que foi pensado para uma aprendizagem fácil. Outro dos motivos é dispor de ambiente de desenvolvimento cômodo, que faz coisa pra criança desenhar a interface gráfica de qualquer aplicação, afastando o programador da perda de tempo em escrever o código necessário para criar as janelas, botões, etc., deixando concentrar-se unicamente na solução do problema que qualquer programador tenta resolver . Com a popularização de sistemas livres como o GNU/Linux, estas e outras faz-se prever que a aparição de um ambiente equivalente e livre seria um êxito e contribuiria para muitos novos software que poderemos utilizar. Sabemos de varias tentativas que não foram bem sucedidas por lentidão em sua evolução, também por sua dificuldade de uso  ou por não ser totalmente livre e não haver uma comunidade por traz dando apoio ao projeto. Finalmente, Benoit Minisini, um programador com experiência na escrita de compiladores  que estava farto de lutar contra as falhas de desenho do Visual Basic, e desejava poder usar um ambiente GNU/Linux fácil em sua distribuição, e começou a desenvolver seu próprio ambiente para Linux baseado em BASIC. Em 28 de fevereiro de 2002 pois na internet a primeira versão pública do Gambas: gambas 0.20. Benoit eliminou do desenho da linguagem muitos dos problemas que o Visual Basic tinha, como a gestão de erro e adicionando características comuns a linguagens atuais mas modernas, como a orientação a objeto e a própria estrutura dos programas².  Como prova de fogo  o próprio ambiente de desenvolvimento foi programado em Gambas desde a primeira versão,  servindo ao mesmo tempo de demonstração do poder da linguagem e da detecção das necessidades e correção de erros que foram incorporados nas diversas versões. 

Em janeiro de 2005, Benoit publicou a versão 1.0 na qual ia ser incorporado vários componentes desenvolvido por outros programadores que colaboraram com ele: Daniel Campos, Nigel Gerrard, Laurent Carlier, Rob Kudla e Ahmad Kahmal. Esta versão se considerou suficientemente estável e encerrou um ciclo. A partir dessa data começou a versão 2.0. Esta inclui algumas melhorias na linguagem, muito mais componentes e um novo modelo de objeto que permitira usar o Gambas no futuro para desenvolvimento de aplicações web com a mesma filosofia e facilidade que atualmente se usa para aplicações de escritório.





 


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    Extraído do livro “GAMBAS, programação visual com software Livre”, da editora EDIT LIN EDITORIAL S.L,  dos autores  Daniel Campos Fernández e José Luis Redrejo. Prólogo de Benoit Minisini

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Tradução

Cientista
 (Antonio Sousa)